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Hotel Tinguá (Abandonado)

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Gov. Celso Ramos - SC, 88190-000, Brasil
Alojamento Hotel
9.8 (68 avaliações)

Ao pesquisar por opções de estadia em Governador Celso Ramos, Santa Catarina, um nome pode surgir com avaliações surpreendentemente altas, mas com um adendo crucial: Hotel Tinguá (Abandonado). É fundamental esclarecer desde o início que este local não é uma opção viável de alojamento. Trata-se de uma estrutura em ruínas que, apesar de seu estado, transformou-se em um ponto de interesse para um público específico, atraído por sua história, pela paisagem e pela experiência de explorar um lugar esquecido pelo tempo. Portanto, quem busca por hoteles, cabañas ou apartamentos vacacionales para uma estadia confortável, deve desconsiderar o Tinguá como uma opção de hospedaje.

O que leva então um hotel abandonado a ter uma avaliação quase perfeita? A resposta está naquilo que ele oferece em seu estado atual: uma experiência única. O principal atrativo, elogiado unanimemente pelos visitantes, é a vista panorâmica. Situado em uma localização privilegiada, de frente para a Praia das Bananeiras, o esqueleto de concreto do que um dia foi um promissor empreendimento hoteleiro serve hoje como um mirante não oficial. As janelas vazias das antigas habitaciones emolduram perfeitamente o azul do mar e a vegetação costeira, criando cenários de beleza melancólica e imenso potencial fotográfico. Para fotógrafos, videomakers e exploradores urbanos, o local é um prato cheio, oferecendo um contraste visualmente poderoso entre a decadência da construção e a vitalidade da natureza ao redor.

A História por Trás das Ruínas

O Hotel Tinguá teve seu apogeu nos anos 1980, sendo uma referência de hotelaria de luxo na região. Era um destino cobiçado, que prometia conforto e uma localização espetacular. No entanto, sua trajetória foi interrompida nos anos 1990. A história por trás do abandono é marcada por uma tragédia familiar. Após a morte da proprietária original, uma amarga disputa pela herança entre seus filhos culminou em um fim trágico para os envolvidos, com relatos de assassinato e suicídio. Desde então, o projeto de ser um grande resort ou uma hostería de prestígio foi deixado para trás. Tentativas posteriores de desenvolver um loteamento no local foram embargadas por questões legais e ambientais, selando o destino da estrutura ao abandono. Essa narrativa sombria adiciona uma camada de mistério ao local, atraindo curiosos interessados não apenas na arquitetura, mas também nas lendas que o cercam.

O Lado Positivo: A Experiência da Visita

Para o visitante preparado, a visita ao Hotel Tinguá pode ser gratificante. A sensação de caminhar por seus corredores vazios, observar os salões amplos tomados por pichações e vegetação, e imaginar a vida que um dia existiu ali é uma experiência imersiva. A estrutura, embora em ruínas, é vasta e permite uma longa exploração. Além dos quartos, é possível identificar a área da piscina, o restaurante e outros espaços comuns. É uma viagem no tempo, um vislumbre de um sonho interrompido. A beleza do local não está no luxo que ele poderia ter oferecido, mas na crueza de sua realidade atual e na resiliência da natureza que lentamente o reclama de volta. Muitos visitantes sugerem o potencial do lugar, imaginando como seria incrível se fosse revitalizado e transformado em uma posada charmosa ou em modernas villas, aproveitando a fundação e a vista incomparável.

O Lado Negativo: Riscos e Precauções Essenciais

É imperativo destacar os pontos negativos e os perigos associados à visitação. O Hotel Tinguá não é um ponto turístico oficial e, como tal, não possui qualquer infraestrutura, segurança ou manutenção. O acesso, feito por uma trilha a partir da praia, pode ser um desafio. Visitantes relatam que o caminho é estreito e coberto por mato alto, o que aumenta o risco de encontros com animais peçonhentos. O uso de calçados fechados e calças compridas é altamente recomendável.

A própria estrutura do edifício apresenta riscos significativos. Por estar abandonado há décadas, há perigo de falhas estruturais. Os visitantes devem ter cuidado com:

  • Pisos instáveis e buracos: A deterioração pode ter criado aberturas perigosas entre os andares.
  • Vergalhões expostos e detritos: Há muito entulho, vidro quebrado e metal enferrujado espalhados pelo local, representando risco de cortes e ferimentos.
  • Ausência de corrimãos: Em escadas e varandas, a falta de proteções torna as áreas de altura extremamente perigosas.
  • Falta de iluminação: O interior do prédio é escuro em muitas áreas, mesmo durante o dia, exigindo o uso de lanternas.

A visita não é recomendada para crianças, pessoas com mobilidade reduzida ou para aqueles que não se sentem confortáveis em ambientes instáveis e potencialmente perigosos. Não se trata de um albergue ou de um departamento de férias, mas de uma construção abandonada, e todos os riscos são assumidos pelo visitante.

Para Quem é o Hotel Tinguá?

Este não é um destino para o turista convencional. O Hotel Tinguá é um local para aventureiros, exploradores urbanos (Urbex), fotógrafos em busca de cenários únicos e pessoas com um forte senso de curiosidade sobre lugares com histórias peculiares. É para quem entende e respeita os riscos envolvidos e busca uma experiência que vai além do convencional. A visita deve ser feita em grupo, durante o dia, e com a devida preparação. o Hotel Tinguá falha em ser qualquer tipo de hospedaje, mas triunfa como um monumento acidental à impermanência, oferecendo uma das vistas mais espetaculares da região para aqueles dispostos a enfrentar seus desafios.

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